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Arte Cusquenha: a pintura colonial andina

Postado por Redação Instituto Pinheiro em 08/05/2018 - 12:29:55

Quem se interessa por arte latino-americana dos Séculos XVIII e XIX não pode deixar de ver a grande coleção de pinturas da escola de Cuzco que estará em exposição na mostra”Arte Cusquenha: a pintura colonial andina” – no Espaço Cultural Humanar.

 

A mostra reúne mais de cinquenta pinturas, a maior parte delas obras do Século XVIII, jamais expostas no Brasil. Pertencem a um colecionador particular – que prefere se manter anônimo –, dono do acervo que vem formando ao longo dos últimos trinta anos, motivado apenas por sua paixão pelo belo.

 

Tradição europeia, cultura peruana – A pintura colonial cusquenha, certamente a mais importante escola da América colonial espanhola, se caracteriza pela originalidade e grande valor artístico.

 

É chamada “cusquenha” não apenas por ter como polo principal a cidade imperial de Cuzco. Mas, principalmente, por ser toda ela produto de artistas locais e afastada da influência das então predominantes correntes da arte europeia.

 

A originalidade da arte cusquenha está no amálgama de seus elementos formadores: a tradição barroca de pintura, trazida pelos colonizadores espanhóis, e a contribuição dos indígenas peruanos.

 

Os temas religiosos – a Virgem Maria, o nascimento de Cristo, a Epifania, a Sagrada Família, os sacramentos – estão sempre presentes na arte cusquenha. Revelam mistura do catolicismo (dentro da estratégia espanhola de impor aos povos conquistados a história bíblica) com os elementos da cultura peruana.

 

Os indígenas peruanos utilizavam as modernas técnicas europeias de pintura, mas introduziram nas pinturas motivos e elementos pictóricos da sua cultura. Assim, em praticamente todas as pinturas são observados santos e anjos de semblantes rígidos… dominados pelas cores alegres características da arte da região.

 

São Tiago Maior – Uma das obras mais significativas – e belas! – da exposição é uma tela de grandes dimensões que tem como personagem central Santiago Mataíndios. Imagem recorrente na arte cusquenha, esse personagem era, na origem, Santiago de Compostela, apóstolo de Cristo. Durante a Idade Média, ainda na Espanha, passou a ser chamado “Santiago Mata-Mouros” e ao quando veio para a América Latina passou a ser chamado “São Tiago Maior: o Apóstolo Mataíndios”, ou simplesmente “Santiago Mataíndios”.

 

Entre tantas, outras obras que merecem ser destacadas são: uma pintura retratando São Francisco Seráfico; uma pintura de caráter herético, na qual uma madona amamenta ao mesmo tempo um bebê e um velho; um retrato de São Jerônimo; e ainda um conjunto de sete pinturas com cenas da Paixão de Cristo.

 

Do pó às paredes do Humanar – A exposição “Arte Cusquenha: a pintura colonial andina” reveste-se de importância especial por oferecer ao público de hoje a possibilidade de apreciar um rico acervo de telas do barroco andino. Com isso, à parte da beleza e originalidade das obras, faz renascerem questionamentos sobre a cultura atual e os perigos dos modismos nas artes.

 

É ininteligível a razão pela qual um momento tão interessante da América Colonial tenha sido relegado ao esquecimento dos debates e aulas nos museus. Do mesmo modo, é inaceitável que tais telas venham sendo desprezadas pelo mercado de arte e antiguidades a partir dos anos 1980, em virtude do fim do modismo na decoração das casas da elite.

 

Apreciar aquilo que se pôde juntar, nas últimas três décadas, graças ao preconceito e ao desprezo da maioria, faz rir o anônimo colecionador, feliz por emocionar o público com obras de arte de duzentos anos que do pó voltam às paredes iluminadas do galpão do Humanar.

 

Pintura barroca, música medieval – O público que for à abertura da exposição “Arte Cusquenha: a pintura colonial andina”, em 12 de Junho, será brindado com um espetáculo musical dos mais especiais, com o grupo Les Folies. E o espetáculo será apresentado uma vez mais na data de término da exposição, 16 de Junho.

 

O Les Folies realiza um trabalho dedicado à pesquisa de repertório cobrindo da Idade Média ao período Barroco, principalmente músicas populares medievais e renascentistas. Os programas de seus espetáculos consistem de obras profanas instrumentais, passando por obras compostas para danças, para trovadores e ainda canções com arranjos próprios.

 

Nos espetáculos do Les Folies o público participa de uma experiência diferenciada. Utilizando instrumentos de época, o grupo propõe uma viagem aos estilos musicais do passado e ao encantamento de suas melodias e ritmos. A partir do universo da música antiga, cria um numa concepção moderna de entretenimento que envolve o ouvinte no universo sonoro de diversos povos e culturas, de forma descontraída e nada formal.

 

Nos espetáculos que fazem no Espaço Cultural Humanar, integrados à exposição de “Arte Cusquenha”, o Les Folies vai apresentar um repertório amplo e variado, cobrindo um arco de tempo que vai do Século XIII (“Kalenda Maya”, de Raimbaut de Vaqueiras, e “Ductia”, de autor anônimo) ao Século XVIII (entre as peças, destaques para “La Volta”, de William Byrd; “Mrs. Winter’s Jump”, de John Dowland; e “Toccata”, de Claudio Monteverdi). Completam o programa duas peças do Século XX, composições do compositor brasileiro Cussy de Almeida (1936-2010): “Aboio” e “Nordestinados”.

Data: 12/05/2018 até 16/06/2018
Horário: 10:00 às 18:00
Quando: Sexta e Sábado
Valor: Grátis
Site/E-mail: www.humanar.art.br
Fonte: Assessoria de Imprensa Gabinete de Comunicação
Local: Espaço Cultural Humanar
Endereço: Rua Brigadeiro Galvão, 996 - Barra Funda
Telefone: (11) 3047 3047

Obs: As informações acima são de total responsabilidade da Fonte declarada. Não foram produzidas pelo Instituto Pinheiro, e estão publicadas apenas para o conhecimento do público. Não nos responsabilizamos pelo mau uso das informações aqui contidas.